domingo, 16 de março de 2008

Mais de 600 delegados participam III Conferência Estadual de Sergipe

12/03/2008


A III Conferência Estadual do Meio Ambiente de Sergipe foi aberta na tarde desta quarta-feira (12), no Centro de Convenções de Aracaju, com a presença do governador do estado, Marcelo Deda, do secretário estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Marcio Macêdo, e do coordenador-executivo da Conferência Nacional do Meio Ambiente, Geraldo Vitor de Abreu, que representou o Ministério do Meio Ambiente, de representantes do Ibama, Câmara de Vereadores, Prefeitura, e sociedade civil.

A solenidade de abertura contou com a participação de 649 delegados de 75 municípios sergipanos. Eles vão discutir de hoje até sexta-feira o tema mudanças climáticas e escolher os delegados que representarão o estado na III Conferência Nacional do Meio Ambiente, prevista para acontecer em maio, em Brasília.

O coordenador da III CNMA, Geraldo Vitor, ao falar para o plenário, destacou a importância da participação da sociedade na elaboração das políticas públicas. “É com esse espírito que o governo federal vem conduzindo as conferências do meio ambiente desde 2003”, disse, apontando necessidade de construção de um espaço de convergência social para uma agenda nacional de desenvolvimento sustentável para o País.

Ele alertou para o problema das mudanças climáticas, tema da III CNMA. Segundo Geraldo, o assunto vem pautando a agenda mundial desde a divulgação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, ao revelar os impactos que o fenômeno poderá causar principalmente às populações mais pobres. Para isso, ressaltou a necessidade de um olhar diferente para a questão ambiental.

Geraldo acrescentou que as conferências de meio ambiente (municipais, estaduais e nacional) poderão contribuir para a resolução dos problemas ambientais e ainda servindo de exemplo para o planeta.

Em seu discurso, o governador Marcelo Deda enfatizou a preocupação mundial para os problemas das mudanças climáticas e a conseqüente ameaça para a sobrevivência do homem. Ele afirmou que “o mundo acordou para os problemas ambientais a partir do relatório do IPCC”. O governador lembrou a importância da discussão do tema na III CNMA nas três esferas territoriais, destacando, sobretudo, a participação de delegados na elaboração de políticas ambientais.

Nesta quarta-feira, foi aprovado o regimento que norteará os trabalhos da III Conferência estadual. O encontro se encerra na sexta-feira (14) com a aprovação do texto-base do estado de Sergipe, que será levado à conferência nacional, em maio, e a eleição dos delegados.

Sergipe realizou conferências municipais em 50 cidades com a participação de mais de quatro mil pessoas que elaboraram mais de mil proposições. Os principais problemas ambientais do estado são estão relacionados ao desmatamento da caatinga: às carvoarias; desertificação; expansão do agronegócio; poluição de rios e mares decorrentes de esgotos domésticos e industriais; assoreamento dos rios; pesca predatória e falta de saneamento básico; destruição dos manguezais para criação de camarão em cativeiro.

Gerusa Barbosa (Ascom/MMA)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

III CONFERÊNCIA TERRITORIAL E ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE

49 CONFERÊNCIAS MUNICIPAIS REALIZADAS DE 75 MUNICÍPIOS 4.316PARTICIPANTES, 474 DELEGADOS TITULARES E 252 DELEGADOS SUPLENTES.
TOTALIZANDO 65% DO ESTADO.


CRONOGRAMA DAS TERRITORIAIS EM SERGIPE 12 e 13/03

Alto Sertão - Médio Sertão - Baixo São Francisco - Leste Sergipano

Agreste Central - Centro Sul - Sul Sergipano - Grande Aracaju

CRONOGRAMA DA CONFERÊNCIA ESTADUAL: Dias 13 e 14 de Março a tarde abertura com a participação dos 75 municípios.

Maires Informações: Ligue: 79) 3179-7330

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

CAATINGANIA

CAATINGANIA
( Autoria : Raimundo Eliete Cavalcante - / Abril – 2007 )


Vixe que nação cabra-da-peste
Parideira de insolentes catingueiros
Biopugnantes que etnobrecem todo nordeste
Nossa resistência ancestral
É legado memorial que
Herdamos DNAmente
De Janduí, Piaucó, Kanindé
Serigy, Kaeté, Ypanema,
Zumbí, Dandará, Yracema.
Assumamos nossa indomável caatingania,
Gestada em milenar era Kariri.
Entre alastrados, quipás caroás,
Teiús, mocós, preás:
Preservemos nossa altivez semi-árida
Biocodificada na revivada atávica
Das avoantes em arribação
E o uivo macro-gê da Sussuarana
Mirando a placidez de Opará,
Sob o enar do sertão ...


NB : ImMemoriam de Manoel Dionísio

domingo, 17 de fevereiro de 2008

II Oficina de Capacitação

Cerca de 50 representantes da sociedade civil, do setor empresarial e do governo participam hoje (14) e amanhã da II Oficina de capacitação para relatores e facilitadores das Conferências Estaduais de Meio Ambiente. O encontro que vai até amanhã acontece na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília.

A oficina foi divida em duas turmas. A primeira turma, que concluiu os trabalhos ontem, reuniu 51 representantes da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e todos os estados do Sudeste e Sul do país. Já a segunda contempla Tocantins, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e os estados da região Norte. Rondônia já recebeu treinamento e Amapá, Ceará, Mato Grosso e Piauí realizaram suas conferências em 2007.

Os relatores são responsáveis pela sistematização das propostas resultantes dos debates locais e também pelo texto final que será enviado para a Conferência Nacional. Os facilitadores têm papel fundamental nas etapas do processo de discussão dentro dos Grupos de Trabalho das conferências.

De acordo com a representante da Ação da Cidadania/Rio de Janeiro, Glória Figueiredo Souza, é fundamental uma metodologia nas conferências. Acho importante essa oportunidade de capacitação, pois dessa forma temos uma orientação necessária para ajudar nas conferências nos estados. Para ela, a conferência vai discutir temas importantes e antes eram tratados apenas por especialistas. As informações devem ser democratizadas e tenho visto que as pessoas querem discutir. A sociedade tem que se conscientizar e preservar o meio ambiente, conclui Gloria.

Luiz Otávio Cabral, da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, espera que a III Conferência Nacional do Meio Ambiente consiga levantar subsídios necessários ao Plano e a Politica Nacional de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Também a conferência deve realizar o seu papel, enquanto instrumento de educação ambiental e controle social, na definição de políticas públicas para essa problemática.


Imprensa CNMA

Dados das Conferências I e II Nacional

A edição deste ano trouxe novidades importantes, como uma maior participação de alguns segmentos específicos. Das vagas reservadas à toda sociedade (50%), 5%, no mínimo, para representantes de comunidades tradicionais e 5% para delegados de comunidades indígenas. Os governos municipais também irão compor metade dos delegados do segmento governamental (20%), ficando os 30% adicionais com o setor empresarial.

Na primeira edição da CNMA, em 2003, cerca de 65 mil pessoas participaram das conferências municipais, regionais e estaduais. Durante a conferência nacional foram debatidas 4.151 propostas e aprovadas 659 deliberações. Em 2005, na II CNMA, a participaram foi elevada para 86 mil pessoas, com a aprovação de 881 deliberações.
Fonte: (Envolverde/MMA)